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Descubra agora o que é OEE e qual a sua real importância

Contar com informações confiáveis é fundamental para a avaliação e condução de uma organização, seja ela uma empresa de serviços ou uma indústria. Nesse sentido, os indicadores de desempenho são ótimas ferramentas para estipular critérios de avaliação que possam identificar qual a qualidade do desempenho de uma entidade. A OEE é um desses indicadores relevantes, na verdade, um dos mais conceituados KPIs de avaliação das organizações industriais. Mas você sabe o que é OEE?

Portanto, o objetivo deste artigo é ampliar o conhecimento sobre o que é e como funciona o indicador de performance OEE, buscando entender qual o seu objetivo de uso, qual a sua real importância e como calculá-la na prática. Acompanhe!

O que é e para que serve a OEE?

Podemos definir o OEE como sendo um indicador utilizado para medir a eficiência global de uma indústria, buscando entender como a unidade se comportou em relação ao tempo exato que foi dedicado ao trabalho produtivo.

O cálculo da OEE é uma prática muito aconselhada, pois permite obter informações relevantes sobre as possibilidades de otimização da fabricação de bens e o aumento da produtividade das máquinas e equipamentos envolvidos nesse processo, eliminando também desperdícios e outras ineficiências.

OEE é uma sigla para Overall Equipment Effectiveness, que ,em português, significa Eficácia Geral dos Equipamentos. Foi desenvolvido por Seiichi Nakajima, um dos criadores da metodologia TPM — Total Productive Maintenance. A OEE serve basicamente como uma referência para a medição da eficiência do uso dos ativos da indústria, ou seja, para a visualização e confrontamento entre o que foi produzido com o que poderia ter sido produzido, mantidas as condições de processamento ideais.

Dessa forma, esse índice serve também para ser usado para medir de maneira uniforme como está a performance da planta de produção para que medidas de melhoria possam ser adotadas em seguida visando um ganho de eficiência e eficácia conforme o potencial instalado da empresa.

Sendo assim, entendemos a eficiência da máquina como o produto obtido com a aplicação do OEE. Esse por sua vez, é composto por três critérios de análise fundamentais, que são a disponibilidade, a performance e a qualidade. Vejo o detalhamento a seguir.

1. Disponibilidade

Como o próprio nome sugere, esse item lida com o tempo em que uma máquina permanece disponível para o uso em relação ao tempo em que esteve em operação. É importante citar que existem duas classificações conforme o tempo gasto em cada parada.

As paradas planejadas, que são situações inevitáveis relacionadas à manutenção e limpeza do equipamento, programadas para períodos de menor demanda, como feriados e finais de semana. Há também as paradas não planejadas, ou seja, aquelas que ocorrem sem uma programação, como a falta de matéria-prima ou por algum defeito no equipamento.

2. Qualidade

Esse indicador representa as perdas ocasionadas pela produção de materiais ou produtos com defeitos de fabricação que não podem ser disponibilizados aos clientes. Portanto, é uma medida que estabelece uma relação entre o tempo de produção total pelo tempo desperdiçado na fabricação de itens defeituosas incapazes de gerar retorno ao negócio.

Uma forma de classificação dessa situação é a chamada perda por refugo, ou retrabalho, que pode ser causada tanto por indisponibilidades como pela redução na velocidade de produção.

3. Performance

A performance de uma máquina se refere à sua velocidade real de operação em uma linha de produção e a relação entre a velocidade estipulada como padrão ideal de trabalho. Dessa forma, quando identificamos uma tendência na redução da performance podemos entender que o maquinário também está operando abaixo do ritmo desejado ou satisfatório.

Como calcular a OEE?

Agora que entendemos o que é OEE, chegou o momento de conhecermos o seu cálculo. Primeiro é preciso considerar os subcomponentes citados que fazem parte do processo de fabricação (disponibilidade, desempenho e qualidade) observando todas as perdas incorridas nesse processo (tempo, qualidade e velocidade) que resultam em um tempo de fabricação que é efetivamente alocado na produção de um bem.

A equação é a seguinte: OEE = Disponibilidade × Desempenho × Qualidade.

Substituindo os valores de cada componente e multiplicando eles entre si chegaremos ao resultado da eficiência global da máquina, medida em porcentagem, sendo:

  1. % de disponibilidade = Tempo de operação/ Tempo disponível;
  2. % de desempenho (%) = Total produzido/(Alvo de Produção x Tempo de operação);
  3. % de qualidade (%) = Produção ótima/ Total produzido.

Essa porcentagem é um resultado matemático não dimensional sobre a disponibilidade, desempenho e qualidade. Trata-se de uma representação no nível atual de eficiência produtiva de uma máquina, célula ou linha produtiva.

Logo, obtemos uma OEE de 100% isso significa que o objetivo em análise está em seu pleno funcionamento ou que utiliza plenamente o seu potencial produtivo. Existem variações na forma como esse cálculo é aplicado conforme a realidade de cada indústria e segmento de mercado. Seu objetivo, no entanto, ainda é conseguir comparar aquilo que foi produzido com aquilo que poderia ter sido produzido.

Qual a importância e principais vantagens da OEE?

São muitas as vantagens desse método de medição. A primeira delas é permitir, como citamos, a identificação de pontos de melhoria já no curto prazo, pois o resultado deste indicador revela as causas imediatas que geram a baixa performance de um processo ou maquinário.

Ao estudarmos o que é OEE entendemos que no longo prazo ela visa aperfeiçoar a processo produtivo compensando as perdas anteriores, permitindo, também, a construção de um método objetivo para a fixação de alvos de desenvolvimento, fornecendo os meios para a verificação do seu cumprimento.

Essa ferramenta é utilizada pelos gestores das fábricas como um meio de análise que busca representar a realidade operacional do que acontece no chão de fábrica de forma simples, rápida e em um único índice. O poder da OEE está em seu potencial de forçar a produção de uma unidade até o mais próximo possível do seu ponto máximo, sem necessariamente realizar mais investimentos ou aportes financeiros em mão de obra ou reforço de maquinário adicional.

Outro benefício da OEE é o poder de controle e revisão contínua dos dados sobre o real desempenho dos equipamentos, impedindo a camuflagem de fraudes operacionais sobre os equipamentos. De maneira geral um aumento no índice do OEE leva consequentemente a um aumento dos resultados e do crescimento das empresas.

Dessa forma, esse indicador pode ser utilizado para um controle estratégico sobre os meios de produção, aprimorando a tomada de decisões e a manutenção de um padrão de qualidade dentro do seu mercado de atuação. Todo esse esforço tem o intuito de maximizar o retorno por meio da redução dos custos associados com retrabalhos e também aprimorar a entrega de mais resultados, performance e rentabilidade.

Agora que já sabe um pouco mais sobre OEE e suas características, aproveite para conhecer um pouco mais da Indústria 4.0, como soluções analíticas envolvendo IOT e Inteligência Artificial podem melhorar os índices de produção, e, consecutivamente, o OEE.

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